sábado, 9 de abril de 2016

Dificuldades em viagem à Europa (idioma, o principal)

No início de 2015 realizamos um grande sonho: viajar para a Europa. Antes disso apenas havíamos saído do Brasil em regiões fronteiriças, como a Tríplice Fronteira (Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu e Ciudad del Este) e Fronteira da Paz (Santana do Livramento e Rivera). Nos tempos de solteiro eu havia visitado também a cidade de Melo, no Uruguai (a 70km da fronteira). Mas dessa vez era tudo muito diferente. Atravessaríamos um oceano, indo para países com idiomas desconhecidos por nós: França e Holanda. As dificuldades desta primeira viagem à Europa foram grandes. Apesar disso conseguimos superá-las, e te mostramos quais foram e como as superamos abaixo.


Toda grande viagem começa, é claro, pelo planejamento. E aqui já veio uma barreira: qual país visitar em nossa primeira ida para o Velho Mundo? Com tantos destinos incríveis - Roma, Barcelona, Berlim, Londres, Moscou... é difícil escolher. Depois de muitas pesquisas e conversas, decidimos que iríamos para a França (Paris) e Holanda (Amsterdã e Rotterdã). Definidos os destinos, passamos a buscar as caríssimas passagens aéreas ate lá. Foram muitos dias e noites fazendo pesquisas nos mais diversos sites de agências e empresas aéreas, até que chegamos a um preço convidativo e que abrangia nossas escolhas. Fizemos a compra com múltiplos destinos diretamente no site da empresa aérea Iberia, e voaríamos pela British Airways. Efetuamos a compra das passagens mesmo antes de concluirmos a renovação de meu passaporte e a emissão do passaporte da Lis. Arriscamos e, felizmente, não houve percalços neste item. Todos os prazos foram cumpridos e algumas semanas antes do embarque estávamos com os documentos em mãos.
Monitor em ônibus de Amsterdã, por novocaroneiro.com

Com as datas definidas para a viagem, passamos a buscar hotéis nos destinos. Para isso utilizamos as ferramentas que sempre utilizamos: Booking.com e Tripdvisor. As reservas foram bem tranquilas, mas as confirmações um pouca mais difíceis, já que era necessária a comunicação nos idiomas estrangeiros. Foram vários e-mails com um inglês a la Joel Santana, mas conseguimos nos entender.
Painel Aeroporto de Londres, por novocaroneiro.com

Roteiros definidos, malas feitas, documentação em mãos, foi hora de partir para a realização deste sonho. Partimos de São Paulo para Amsterdã, com uma conexão em Londres. E foi nesta primeira parada que tivemos uma grande dificuldade com o idioma. Não entendíamos quase nada! E o aeroporto é gigante! E tínhamos pressa para chegar ao outro portão de embarque! Um pouco assustados com toda a situação, tentei pedir informações em inglês para um atendente do aeroporto, e qual não foi nossa surpresa quando ele começou a falar em português, dizendo que era brasileiro e contando sua história?! Nos sentimos a salvo! E mais uma vez deu tudo certo. Ele nos conduziu até nosso portão de embarque, já acompanhados de outro casal de brasileiros que iria no mesmo voo.
McDonald´s, por novocaroneiro.com

Seguimos para Amsterdã, onde tivemos alguns transtornos com o idioma. Oficialmente a língua lá é o holandês (que parece alemão misturado com inglês), mas percebemos que grande parte das pessoas fala o idioma britânico. Mesmo assim a comunicação foi bem difícil e, por isso, acabamos indo muito ao McDonald's, que é meio universal. Na Holanda, acabamos pegando o trem errado pelo menos uma vez, não conseguimos comprar o tíquete para outro trem na máquina de autoatendimento e deixamos de aproveitar algumas coisas por não saber como dizer. Mesmo assim foi uma experiência maravilhosa!
Placa em Amsterdã, por novocaroneiro.com

Um pouco mais acostumados com os aeroportos europeus, chegamos tranquilos em Paris. Ao sair da estação de metrô, no entanto, passamos um perrengue. Nosso hotel ficava a uns 200 metros da estação, mas nos perdemos e andamos muuuito com todas as malas. Tentamos pedir informações, mas as pessoas não nos entendiam bem e davam informações desencontradas. Até que uma boa alma nos indicou o lugar correto (após ler o endereço do hotel em um papel que tínhamos). Na França, apesar das dificuldades para a comunicação, combinamos que aproveitaríamos ao máximo, sem vergonha e sem medo de passarmos por ridículos. E foi nossa decisão mais acertada. passamos a levar as dificuldades como aprendizados. Passamos a rir das situações e foi bem mais divertido. Por exemplo, em uma noite que queríamos ir a um restaurante típico francês, fomos até ele, tiramos fotos do cardápio e voltamos ao hotel para tentar traduzir no Google! Acabamos voltando e sendo atendidos por uma funcionária portuguesa que nos explicou tudo do cardápio!
Cardápio francês, por novocaroneiro.com

Percebemos que é possível ir até um destino sem conhecer o idioma. isso traz várias barreiras, mas que podem muito bem ser superadas! Mesmo gerando um certo estresse quando acontecem, passam a ser lembranças engraçadas e experiências recompensadoras.

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