domingo, 10 de janeiro de 2016

Viagem de carro ao Uruguai

Em nossas últimas férias resolvemos fazer algo diferente. Decidimos pegar nosso carro e percorrer o litoral uruguaio, passando por La Paloma, Montevidéu, Colônia del Sacramento, Punta del Este e Piriápolis. A viagem ocorreu entre 25 de dezembro e 1º de janeiro e o seu planejamento foi iniciado cerca de 40 dias antes de nossa saída, momento em que passamos a buscar os pontos interessantes, decidir as paradas e buscar hotéis nestes pontos de pernoite. Para nossa pesquisa, utilizamos muito o Google Maps - para localizações, cálculo de distância e tempo de trajeto, além de usar muito o TripAdvisor e Booking.com, afim de buscar hotéis dentro de nossos padrões (avaliando preço e qualificações). Muitos blogs também foram lidos, como o Café Viagem, Viaje na Viagem, Uruguay por uma brasileira, Passo a passo para o mundo, dentre outros. Os blogs reforçam informações com a experiência do viajante como nós, não só do jornalista que repassa a informação, daí a importância desta fonte.

Casa no caminho, novocaroneiro.com

Partimos no dia 25 de dezembro sem lugar definido para passar a noite. A ideia inicial era tentar ir de Navegantes até pelo menos a cidade de Rio Grande. Saímos pela manhã, paramos para almoçar no Restaurante Becker, em Araranguá (muito bom, por sinal) e continuamos rumo ao sul. No início da noite chegamos ao acesso para Rio Grande, e decidimos ir até a Praia do Cassino buscar algum lugar para passar a noite. A avenida principal do balneário (Av Rio Grande) estava repleta de gente. Muitos passeando, outros sentados tomando chimarrão. Mas havia muita vida, muita animação. Os bares e restaurantes também estavam repletos de pessoas, assim como as feiras e camelôs. Passamos em frente ao Hotel Atlântico e paramos para tentar algum apartamento de última hora. Acabamos ficando em um apartamento simples (com ventilador, frigobar, banheiro privativo) que nos atendeu muito bem (logo avalaremos o hotel no blog. Enquanto isso, veja aqui outras opções no Cassino). Jantamos, andamos um pouco e fomos nos preparar para a viagem do dia seguinte, até La Paloma.

Molhes do Cassino, novocaroneiro.com

Antes de partirmos rumo ao Uruguai, decidimos conhecer um dos pontos turísticos mais mostrados pela mídia no verão gaúcho: os Molhes da Barra do Rio Grande. Lá há uma séria de vagonetas, espécie de carrinhos sobre trilhos, movidos a vela, que percorrem a extensão do molhe, levando turistas até a pontinha da estrutura. Ficamos por ali um tempinho, ms nenhum turista fez o passeio para registrarmos. Outra curiosidade por ali é que, como outras praias gaúchas, os carros ficam estacionados na areia, perto dos banhistas. Na praia do Cassino (uma das maiores do mundo, com 254km de extensão) chega a ser aberta uma estrada na areia, afim de organizar o trânsito.

Freeshop no Chuy, por novocaroneiro.com

Deixamos Rio Grande com destino a fronteira com o Uruguai na manhã de 26 de dezembro. A estrada é formada de retas intermináveis, sem muita coisa a ser observada, a não ser algumas vacas e povoados. A região é muito plana e a estrada atravessa a Estação Ecológica do Taim, onde há algumas lombadas eletrônicas e o risco de se encontrar algum animal (lagartos, capivaras) atravessando a estrada. Andamos cerca de 240km até chegarmos a cidade mais ao sul do Brasil: o Chuí. A cidade é bem pequena e mal organizada. Divide-se da cidade do Chuy uruguaia apenas por uma avenida, sendo que de um lado é Brasil e do outro é Uruguai. No lado brasileiro, os uruguaios fazem compras. Do lado uruguaio, há uma série de freeshops onde os brasileiros e argentinos fazem a festa. Vimos que preços de cosméticos e bebidas, mesmo com o dólar alto, continuam valendo a pena. Além disso, nos freeshops pudemos encontrar produtos que não vendem no Brasil, como os alfajores e doces de leite uruguaios.

Uruguai de carro, por novocaroneiro.com

Fizemos algumas compras nos freeshops, comemos um pancho (espécie de cachorro quente local) e fomos até a aduana fazer o registro de nossa entrada no Uruguai.

Aspectos a considerar ao ir de carro para o Uruguai

Para entrar de carro no Uruguai, não há grandes exigências. Obviamente é necessário ter habilitação para dirigir - a brasileira é aceita, sem necessidade de tradução. O documento do veículo deve estar válido e, caso o proprietário não esteja presente, é necessário documento registrado que autorize a entrada do carro em país estrangeiro. Também é necessário o seguro Carta Verde, para o caso de algum acidente, e que é encontrado em muitas seguradoras, ou em cidades fronteiriças. Fizemos o nosso na SulAmerica Seguros e pagamos cerca de R$80,00 no plano mais básico, válido por uma semana. Com relação às leis de trânsito, são muito semelhantes às brasileiras. De diferença importante, há apenas a obrigatoriedade de manter faróis acesos, mesmo nas cidades e durante o dia. Mais informações burocráticas podem ser encontrados no site da Embaixada do Uruguai no Brasil.

Estrada em Colônia del Sacramento, por novocaroneirocom

As estradas por onde rodamos estavam todas em boas condições. Entre Navegantes e Porto Alegre, rodamos praticamente todo o caminho em pista dupla ou tripla. Entre Porto Alegre e Pelotas há um trecho duplo - até Guaíba, e depois muitas obras de duplicação e vários desvios, mas sem incidência de buracos. Entre Pelotas e Rio Grande, trecho duplicado e estrada nova. Até aqui há vários pedágios! O trecho entre Rio grande e Chuí é em pista simples, mas as ultrapassagens são facilitadas pelas enormes retas. Não há pedágios e a estrada está e boas condições também. As rodovias uruguaias também são muito boas, e há diversos pedágios (cada um custa 70 pesos). Há duplicação apenas na região de Montevidéu. No Uruguai as rodovias são muito melhores sinalizadas que no Brasil. Percebemos um aumento gradual no preço da gasolina. No Brasil, o estado gaúcho é bem mais caro que o catarinense. No Uruguai o preço é tabelado pelo governo, em 42,50 pesos o litro. Os postos mais comuns por lá são da rede Ancap e os da Petrobras.

Documentos para ingressar no Uruguai

Para ingressar no Uruguai basta apresentar a carteira de identidade em bom estado e cuja foto permita a identificação de seu proprietário. Não há restrição para documentos emitidos há mais de dez anos, desde que ainda permitam a identificação do portador. Também pode ser apresentado o passaporte válido. O visto de turista tem validade de 90 dias, podendo ser renovado por outros 90 dias. Ao deixar o país, não esquecer de passar na aduana para dar a baixa na entrada!

Pesos, Reais ou Dólares?

Com relação a moeda, antes de irmos li que o Real era aceito em praticamente todos os lugares e por isso recomendavam levar esta moeda. Na prática, no entanto, não achamos a melhor opção. Vários dos lugares onde passamos (incluindo posto Petrobras) só aceitava Pesos ou cartão de crédito (com cobrança de taxa de conversão, IOF e cotação do dólar no fechamento da fatura). Além disso, ao pagar em Dólares ou Reais, o troco vinha sempre em Pesos. Com o troco em Pesos, sempre tínhamos que buscar a calculadora do celular para ver se o cálculo esta correto, uma chatice. Para evitar estes transtornos, recomendamos buscar uma casa de câmbio com preço atrativo e utilizar Pesos no Uruguai.

Cardápio La Pasiva, por novocaroneiro.com

Em linhas gerais os preços no Uruguai são bem mais altos que no Brasil. Não somente nas atrações turísticas, ou restaurantes frequentados por turistas. Mesmo em mercados percebemos esta diferença. Em linhas gerais a cotação do Real no período em que estivemos por lá girava entre 7,00 a 7,50 pesos. Ou seja, uma cerveja que custava 168 pesos, convertido em reais, fica pela bagatela de R$22,40 (veja outros preços no cardápio da Cervejaria La Pasiva, em Montevidéu - local da cerveja mais barata que tomamos). Aqui mais do que em qualquer outro lugar "quem converte não se diverte".

Continue acompanhando o blog, pois mostraremos todo nosso roteiro e avaliaremos os hotéis onde nos hospedamos!

Para ver as fotos da viagem, clique abaixo:
https://www.flickr.com/photos/novocaroneiro/sets/72157655481188748

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