Paris, a Cidade Luz

Cidade que respira cultura e transpira os odores de sua mundialmente famosa gastronomia

Holanda: liberdade e tradição lado a lado

O encantador país que mantem suas tradições, mas também demonstra toda a modernidade do primeiro mundo

Gramado: um pedacinho da Europa no Rio Grande do Sul

O destino turístico mais procurado do RS atrai o público com suas infinitas belezas e atrações, não só no inverno

Sim, o Rio de Janeiro continua lindo

Uma cidade exuberante que, apesar dos problemas, nos encantou

Uruguai: tradição, tranquilidade e amabilidade

Nosso irmão menor mostra sua face tranquila, suas belezas naturais e cultos à tradição

domingo, 19 de julho de 2015

Paris: Ponte Alexandre III

Sim, em Paris até uma ponte consegue ser ponto turístico. E não é uma ponte bonita, por onde a gente passa e tira fotos. É uma ponte que nos faz ir até ela para tirar fotos, o que tem grande significado.

A ponte, cuja construção foi concluída em 1900, é considerada a mais bonita de Paris. Ela leva esse nome em homenagem ao czar russo, Alexandre III, que acabara de firmar o aliança franco-russa, alguns anos antes de sua construção.

A ponte Alexandre III atravessa o Rio Sena, está localizada próximo ao eixo turístico, e faz parte do patrimônio histórico da cidade. É muito ornamentada, com querubins, cavalos alados e ninfas. Chama bastante a atenção por possuir vários detalhes ornados em folhas de ouro, que contrastam elegantemente com o bronze das imagens e o concreto das estruturas.

Saia um pouco de seu trajeto e vá até lá. Impressione-se com a forma que algo simples como uma ponte torna-se requintada em Paris.

Veja nos fotos da Ponte Alexandre III:
https://www.flickr.com/photos/novocaroneiro/sets/72157655481188748

Paris: Igreja Madeleine

Depois de fazer o passeio noturno por Paris, no ônibus Hop In Hop Off (que nem vale tanto a pena, pois passa bem rápido pelos pontos, sem possibilidade de se descer, mas que felizmente nos mostrou alguns lugares que não tínhamos ido), resolvemos voltar até uma parte da cidade que descobrimos de dentro do ônibus. Andamos pelas ruas de Paris, munidos de nosso mapa, até que nos deparamos novamente com um belo monumento arquitetônico: a Igreja Madeleine.

É um ponto que não tem como deixar de ver. Porém, mesmo vendo, não se sabe exatamente do que se trata. E um prédio com moldes de templos gregos, que pode ser desde uma biblioteca a um prédio público. Mas realmente é uma igreja. Uma igreja bem diferente.

A obra desta igreja foi uma verdadeira epopeia. Atravessou várias décadas. Durante a Revolução Francesa ficou fora de cogitação transformar a obre em igreja, surgindo idéias de usar o prédio como ópera, banco, bolsa de valores... Napoleão a transformou em templo que homenageava os exércitos, até a construção do Arco do Triunfo. Sua construção iniciou em 1764, porem foi consagrada como igreja católica apenas em 1842.

O interior da igreja é muito luxuoso, com mármore dourado, imensas pinturas próximo ao teto, várias obras de arte nas paredes. O que mais chama a atenção, no entanto, são as esculturas. Além de belíssimas, apresentam cenas não muito comuns em outros templos católicos. A imagem principal, no altar, mostra Maria Madalena durante sua gravidez. Uma imagem lateral demonstra o batismo de Cristo. Outra imagem mostra o casamento de Virgem Maria com João. Há até uma escultura de Joana D´Arc.

Bem diferente em arquitetura e adornos. Não é dos pontos turísticos mais procurados, mas com certeza vale a pena conhecer.

Confira as fotos da Igreja Madeleine (que não ficaram tão boas, pois a igreja é meio escura e não é permitido o flash):
https://www.flickr.com/photos/novocaroneiro/sets/72157655481188748

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Paris: Museu do Louvre

O Museu do Louvre é apenas o museu mais visitado do planeta. Por lá passam, anualmente, cerca de dez milhões de pessoas. Claro que isso não acontece por acaso. Estão expostos no Louvre grandes maravilhas das artes, como a Monalisa e a Vênus de Milo.

O museu, visto de fora, é muito grande. Ao entrar e começar a percorrer as galerias, ele fica gigantesco. Instalado no Palácio do Louvre, integra o eixo histórico de Paris e é facilmente acessado através dos metrôs parisienses (inclusive uma das estações próximas fica dentro de um shopping que desemboca no Museu). Possui várias entradas, sendo que as laterais geralmente tem menos filas, e foi por lá que entramos, sem demora alguma.
Vitória de Samotrácea, em destaque

Ao preparar sua visita, lembre de separar um tempo significativo, como um dia inteiro. Se for apreciador de arte, prepare dois dias. Sim, este tempo é necessário para se percorrer cada galeria e visualizar cada obra de forma pelo menos um pouco detalhada. E não esqueça de preparar-se fisicamente também, pois são necessários muitos quilômetros de corredores e escadas para conhecer todas as exposições.

O Museu possui galerias com uma separação entre pinturas, esculturas, medieval, egípcias... e em todas as partes encontramos algo legal. Claro, há as obras obrigatórias como a Monalisa (que nem é tuuudo aquilo, mas que todo mundo quer ver), a Vênus de Milo, a Diana de Versailles, a Vitória de Samotrácia, a múmia, O Escriba Sentado (feito há cerda de 5.000 anos!). Também há obras de Michelangelo,  Rembrandt, Rafael e tantos outros dos mais célebres artistas da história da humanidade.
O pessoal tentando chegar perto da Monalisa

Creio que Paris seja uma das cidades onde há mais pontos turísticos ligados à cultura. Muitas galerias, museus, mostras... e em certo momento, para pessoas que não tem uma ligação íntima com este mundo, como nós, acaba saturando. E no Louvre, pela enorme área e grande necessidade de caminhar de um lado a outro em busca das peças mais famosas, isso também ocorre. Para diminuir o cansaço, o ideal é mapear as atrações imperdíveis e começar por elas.
Até as falhas da madeira são pintadas nesta obra

Uma das galerias que mais chama a atenção refere-se à arte do antigo Egito. São dezenas de sarcófagos (lembramos de alguns episódios do Chapolin), alguns hieróglifos, várias esculturas feitas há vários milênios e até uma múmia de verdade.

O Museu apresenta desde pequenas estatuetas, até partes enormes de paredes extraídas de ruínas. Desde quadros famosíssimos do Renascimento, até obras contemporâneas. Esculturas em argila, madeira, mármore e diversos outros materiais. Antiguidades persas, gregas, islâmicas. A coleção do Louvre é impressionante.

Vimos várias pessoas que vão ao Museu treinar a sua própria arte. As pessoas sentam-se em frente às esculturas e detalhadamente fazem suas representações em desenhos, em folhas de papel. Bem legal isso!
Rapaz desenhando uma das esculturas expostas no Louvre

Uma das curiosidades sobre o Louvre, principalmente após o filme O Código da Vinci, é sobre o que há embaixo da pirâmide de vidro. Nós estivemos lá e te contamos agora: lá existe a recepção do Museu. Simples assim.

Os ingressos para o Museu do Louvre custam entre 15 e 20 euros e podem ser comprados antecipadamente. O áudio guia (aparelho que explica várias das obras) pode ser alugado por cerca de 5 euros. Nós não alugamos, mas com certeza torna a experiência muito mais completa!

Site oficial: http://www.louvre.fr/

Confira nossas fotos do Museu do Louvre, arquitetura e obras:

terça-feira, 7 de julho de 2015

Paris: Torre Eiffel

A Torre Eiffel simplesmente domina a paisagem de Paris. É impressionante como um ponto torna-se referência e acaba sendo procurado no horizonte ("Será que daqui dá pra ver a torre?"). E a geografia da cidade, plana, ajuda bastante neste quesito.

Como foi nossa primeira jornada pela Europa e, logicamente, em Paris, este foi o primeiro lugar da cidade que quisemos visitar. Sem falar francês, e com um inglês pra lá de básico, mas com o itinerário de trens da cidade e bastante disposição, deixamos nossas malas no hotel e prontamente fomos realizar um sonho: estar pertinho da Torre Eiffel.

Logo após a saída do metrô já ficávamos olhando para cima e para os lados, procurando pela estrutura de aço. Não demorou muito para a vermos... seguimos ligeirinho em sua direção, já na noite parisiense, e vários outros turistas faziam a mesma coisa. Vários, inclusive, nem deixaram as malas no hotel, mas as levaram junto até lá! A sensação de estar lá pela primeira vez foi ótima! A torre, toda iluminada, linda... e mais linda ainda fica em "horas cheias" (20h, 21h, 22h...) quando várias luzes branca ficam piscando, proporcionando um espetáculo ainda mais belo!
video

Ficamos por ali por mais de uma hora, procurando os melhores ângulos para fotos, e nos sentindo bem seguros, sem sentir qualquer risco de assalto. E esta foi apenas nossa primeira passagem pela Torre, que foi um fato bem corriqueiro.

A Torre Eiffel foi construída para a Expo Paris 1900 e ficaria ali apenas por alguns anos... mas sua beleza e utilização como ponto de afixação de antenas de comunicação convenceu os políticos da época de que ela seria útil em pé. E assim se manteve um dos pontos mais visitados do mundo.
Vista do alto da Torre

Localizada em posição estratégica, próxima a áreas comerciais, de museus e às margens do Rio Sena, torna-se bem comum passar por ali, em busca de outros locais de visitação. Por isso passamos por ela tantas vezes, sempre com a mesma admiração.
Vista a partir do alto da Catedral de Notre Dame

Estivemos na torre tomando nosso café da manhã, em um dos dias, depois de passar no supermercado e comprar sanduíchinhos, De outra feita paramos por ali para tomar uma champanhe francesa (chique no "úrtimo"), e ainda, quando planejamos subir até o topo, fomos surpreendidos por uma forte neblina, sendo que sequer enxergávamos o topo a partir do chão, e acabamos mudando os planos.

Não nos demos por vencidos e resolvemos subir no dia seguinte. Uma bela manhã de sol, porém de um frio de rachar! Nos obrigamos a comprar cachecóis novos naquele dia, pois realmente o vento estava cortante! A subida pode ser feita de algumas maneiras diferentes. Há a subida até o topo, realizada de elevador, com uma parada no segundo andar. Também é possível subir até o segundo andar, tanto de elevador como de escadas. Creio que Paris é uma das cidades onde mais se suba nos pontos turísticos, vide Arco do Triunfo, Sacre Coeur, Notre Dame...
Vista a partir do alto do Arco do Triunfo

Fizemos o pacote completo, ou seja, pegamos o elevador lotado e subimos até o topo! A vista é linda. Pudemos ver toda a cidade lá do alto. Cada detalhe. Mesmo passando muito frio, cada espaço era bem disputado pelos visitantes, que buscavam a melhor foto. Adoramos a subida. Lá no alto, onde já foi o apartamento do designer da torre, o senhor Gustave Eiffel, a ceca de 280 metros de altura, há até um bar, para quem deseja tomar uma espumante lá no alto.

Para as fotos da torre, recomendamos que sejam tiradas da Praça do Trocadero, do outro lado do Rio Sena, onde o enquadramento é bem melhor e mais fácil.

Site oficial / ingressos para a subida : http://www.toureiffel.paris/pt

Confira nossas fotos da Torre Eiffel, tiradas de vários ângulos:

domingo, 5 de julho de 2015

França: Palácio de Versalhes

Encontramos a suntuosidade francesa. Conhecemos e, durante um dia, vivemos as experiências da realeza (e também da plebe) européia de séculos passados. Visitamos um dos maiores palácios da Europa: o Palácio de Versalhes.

Mais uma vez tivemos os acessos até lá facilitados pela excelente malha de trens de Paris. Não há qualquer percalço, e rapidamente chega-se à  cidade de Versalhes, onde fica o palácio. Chegando nesta cidade, há placas indicativas e bastante geste disposta a ajudar os turistas a encontrarem o palácio, que fica há algumas quadras da estação de trem. Tudo simples, rápido e fácil, ou seja, a contratação de transporte até lá é totalmente dispensável.

A chegada ao palácio já impressiona: o lugar recebe muuuitos visitantes todos os dias e suas grades são douradas, parecem de ouro!

Indo até lá, tenha certeza de que está com seu preparo físico em dia, afinal o complexo é gigantesco e inclui não só o palácio principal, mas também outros dois palacetes e jardins belíssimos e bem extensos. Caso você ache que não dá conta, há a possibilidade de transporte de "trenzinho" pelo jardim, bem como aluguel de carrinhos de golfe ou bicicletas (aluguel altamente recomendável... nós fizemos tudo a pé, mas acabamos exaustos e mau-humorados).

Não vou entrar aqui no mérito histórico da construção, nem na política da época em que o prédio foi usado como castelo. Isso você pode ler na Wikipedia. Nosso foco é mostrar nossa experiência nesta visita.

A fachada do prédio já é suntuosa e gigante. Mas o palácio fica ainda maior quando visitado por dentro. Há um número infindável de alas, capelas, quartos... cada um remetendo a um período histórico do palácio e da realeza que o ocupou. Há vídeos explicativos e maquetes, nos primeiros leitos visitados, que acabam contextualizando tudo. Além disso, é disponibilizado o áudio-guia (em vários idiomas, a escolha), que conta a história de vários dos setores visitados, bem como das principais obras de arte expostas. Não deixe de usar o seu!

Cada leito apresenta suas peculiaridades, mas mostram bem como os reis e rainhas gostavam de obras de arte. Não há um único local do palácio, que tenham sidos usados pela realeza, onde não haja um quadro gigantesco, ou alguma escultura impressionante, ou detalhes em dourado... tome cuidado ao passear por lá, pois em vários momentos você andará olhando para cima, afim de admirar as pinturas existentes no teto dos quartos, que são fabulosas. É muita ostentação!!! Conheça as louças, as intimidades da realeza, veja onde e como comiam e quem poderia ficar observando esta cena... afinal não é todo mundo que pode ver um rei jantando... ou é?! Saiba lá!

Ao andar pelo castelo, em um determinado momento você vai pensar que já esteve ali. A Sala dos Espelhos é um lugar tão magnífico que já foi utilizado em algumas produções de cinema e, bem provavelmente, você vai se sentir dentro de um destes filmes.

O passeio pelos jardins de Versalhes é agradabilíssimo! Além disso, os jardins tem acesso gratuito para visitantes, então as famílias locais vão para lá também. Como já foi falado anteriormente, esta parte do passeio pode ser feita a pé (como nós fizemos e cansamos bastante, já que ele é gigante), com carrinho ou bicicleta alugados, ou com o trenzinho do complexo, que leva o visitante até os outros palacetes do complexo.

Nossa visita aconteceu no final do inverno europeu, com um clima não muito propenso para visitas externas (frio e uma garoinha chata), e mesmo assim curtimos bastante os jardins de Versalhes. Há muitas plantas contornando o passeio, de areia. Há, ainda, diversas esculturas que, não sei o real motivo, estavam cobertas, impedindo de serem vistas.

Andando pelos jardins, ficávamos imaginando como tudo acontecia nos séculos passados por ali. Milhares de serviçais passavam por ali todos os dias, visando manter o castelo e a família real, que decidia os rumos da França, e de toda a Europa. E este caminho levava a outros palacetes, o Castelo de Trianon e os Domínios de Maria Antonieta. Neste segundo há um jardim criado por ela, no estilo inglês, bem bonito e romântico.

O Palácio de Versalhes, possui em sua estrutura sanitários e alguns restaurantes, bem caros.

Os ingressos podem ser comprados antecipadamente e recomendamos o passaporte que engloba todo o complexo (e que dá direito ao transporte entre os palácios). Como citamos, o transporte até lá é muito simples, o ingresso também não é dos mais caros (cerca de 18 euros por pessoa), e há áudio guias disponíveis para a visitação, o que me faz estranhar o alto preço cobrado pelas empresas de turismo por este passeio.

Site oficial: http://www.chateauversailles.fr/homepage

Confira nosso álbum de fotos do Palácio de Versalhes: