segunda-feira, 27 de abril de 2015

MEGAPOST EUROPA IV - Amsterdã: fatos simples do cotidiano

Amsterdã é uma cidade vibrante. Vibra pela juventude de seus visitantes. Vibra pela cultura. Vibra pela história. Mas acima de tudo, vibra pela educação.


Amsterdã é a maior cidade dos Países Baixos, com população de 813.562 habitantes (Wikipedia). Sua região metropolitana tem cerca de 2 milhões de cidadãos. Além disso, forma um grande eixo, em conjunto com outras cidades holandesas: Rotterdã e Utrecht. A cidade, cuja fundação remonta o final dos anos 1200, é totalmente cortada por canais, pontes e ligações com os principais rios. É de se imaginar que neste cenário - a capital de um país que é cortada por diversos canais - tenha um trânsito caótico. Mas isso não ocorre em Amsterdã.

Nesta cidade, predominantemente plana, o uso da bicicleta é muito disseminado (estima-se que haja mais de 700.000 bicicletas em Amsterdã - Wikipedia). Em todos os pontos da cidade a visão mais repetitiva são bicicletas amarradas em cercas, grades, postes, ou em um dos enormes estacionamentos disponíveis aos ciclistas. A rede de ciclovias também é impressionante. Praticamente não há via em que não haja uma ciclovia. Um fato sobre isso nos chamou bastante a atenção. Nosso hotel ficava bem perto de um teatro (que parecia chique) da cidade. Ao sairmos para jantar em uma noite, com uma garoinha chata, vimos diversas pessoas chegando, elegantíssimas, e estacionando suas bikes em frente ao teatro. Dado a este aspecto, o trânsito é muito tranquilo. Não vimos congestionamentos (apenas de aviões, ao embarcar em Schiphol), gente buzinando, nem nada do gênero.
Estacionamento de bicicletas em frente à Centraal Station

Além do uso de bicicletas, o transporte público da cidade é bem organizado e funciona muito bem. Mesmo que a cidade não seja tão grande (para os principais pontos turísticos, as pernas resolvem), há bastante opções de transporte. Na área mais turística, os bondes - trams, são perfeitos. Há linhas para todos os lados, com paradas que informam quais trams passam por ela, e algumas, com o horário. Os bondes são bem modernos, confortáveis e climatizados. Além disso, os mapas com as linhas estão disponíveis em todos os hotéis. Para bairros e região metropolitana, ou ainda outros pontos da Holanda, há várias opções de trem (train) ou ônibus. Tudo fácil, limpo, confortável e, acima de tudo, confiável.
Tram, bike e motoneta

A arquitetura da cidade é incrível. Muito prédios antigos, algumas construções medievais, que beiram os canais. Muitas com seu tijolos marrons à vista, e as outras, normalmente, em tons escuros. Tudo forma uma linda moldura para as paisagens da cidade. Os prédios, em tons marrons, sobem e seu topo não é totalmente reto, o topo vai um pouco pra frente e o resultado é genial. Andar por estas ruas são momentos únicos. Estes prédios lindíssimos, com os ciclistas, os sinos dos trams e o odor de Nutella que vem de uma lojinha de waffles. Com certeza isso deixa muita, mas muita saudade.

Ir a um supermercado é obrigatório em qualquer destino com bastante diferença cultural. Aqui não foi diferente. É bem legal ver os produtos diferentes, os iguais com outros nomes, ver os preços das mercadorias mais simples. Assim descobrimos que o Nutella é assustadoramente barato na Holanda. A batata Pringles também. Visitamos bastante a rede de supermercados Albert Heijn, que é bem ampla em Amsterdã. Vale tanto pela curiosidade, como pra comprar aquele lanchinho esperto - vendem sanduíches prontos ótimos e baratos. Ah, e não se assuste se for em algum com autoatendimento total... escolha os produtos, passe o código de barras e pague com seu cartão. Nenhum humano para auxiliar e nem mesmo cuidando se você está pagando certo. Lá, todo mundo segue as regras. Nos trams isso ocorre também Você entra e paga. Mas não há fiscais exigindo o pagamento. Paga-se pois isso é o certo a fazer ao estar recebendo um serviço. Educação total.

Na Holanda, o idioma oficial é o holandês. E este idioma não é muito simpático, à primeira vista. nem à segunda... à terceira. Na verdade, parece bem difícil de aprender. Parece, também, que misturaram o inglês com o alemão e o resultado foi o holandês. Como citei antes, as pessoas de Amsterdã parecem bastante cultas, mesmo aquelas que desempenham as funções profissionais mais simples (caixas de supermercado, ou vendedores...). Se me lembro bem, sempre que necessitamos conversar, o inglês foi compreendido. Ou seja, se for para lá falando inglês, não deverá ter problemas.
Um dos muitos carros elétricos vistos por lá

A cidade é recheada de turistas. Destes turistas, a esmagadora maioria é composta por jovens, na faixa entre 17 e 30 anos de idade. Isso ocorre provavelmente em decorrência de Amsterdã ser uma cidade tolerante com o uso de drogas e com a prática da prostituição. Há diversos estabelecimentos, denominados de Coffeshops, onde há a venda de alucinógenos e outras drogas, principalmente misturas de maconha e cogumelos. Pode-se entrar na loja, escolher o tipo de marijuana (da mais fraca até a mais forte) e fumar ali, ou na rua mesmo. Em alguns pontos ela não é bem vinda. É possível adquirir sementes de maconha em floriculturas da cidade, até, caso queira ter alguns pés em casa. A prostituição, em linhas gerais, acontece na Red Light District, região onde há muitos bares e boates, e onde as garotas ficam "mostrando o produto" em vitrines para os pedestres. Tudo muito natural e bastante procurado por turistas.

Muitas coisas bem normais por lá, e completamente diferentes por aqui. assim é Amsterdã em seu dia a dia.

Mais sobre esta viagem à Europa:
MEGAPOST EUROPA I - O início
MEGAPOST EUROPA II - O trajeto de ida
MEGAPOST EUROPA III - Amsterdã, chegada e primeiras impressões
MEGAPOST EUROPA V - Amsterdã - Van Gogh Museum
MEGAPOST EUROPA VI - Amsterdã - Casa de Anne Frank
MEGAPOST EUROPA VII - Amsterdã - Diversão para a galera
MEGAPOST EUROPA VIII - Zaanse Schans, Holanda
MEGAPOST EUROPA IX - Rotterdã, Holanda


Confira os álbuns de nossa à Europa (Amsterdam, Rotterdam, Zaanse Schans, Paris):


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